Com dado
O que muda quando se age com dado.
Menos afastamento, menos rotatividade, menos processo trabalhista e, na ponta, menos pressão sobre a sinistralidade do plano. Não é opinião: é o que a evidência publicada mostra quando a empresa mede por setor e age no que aparece. E também o que ela mostra que não funciona.
A evidência, com a ressalva ao lado.
Evidência publicada, com fonte e data. Não é promessa: no seu caso, a projeção sai em faixa, a partir do seu próprio dado.
| Prática medida | Efeito observado | Fonte | Ressalva |
|---|---|---|---|
| Medir engajamento por equipe e agir | Absenteísmo 41% menor, acidentes 70% menores, rotatividade 24% a 59% menor no quartil superior contra o inferior. | Gallup, meta-análise Q12, 11ª ed., 2024 | Correlação por unidade de negócio, não por pessoa. |
| Contato precoce no afastamento | Afastamentos longos 17% menores; cerca de 13 dias a menos por episódio. | Revisão sistemática, SJWEH 2016 | Efeito mais forte em musculoesquelético e transtorno mental comum. |
| Gestão contínua de saúde | Custo médico crescendo 3,7 pontos a menos por ano do que 16 empresas comparáveis, em seis anos. | Henke et al., Health Affairs 2011 | Uma empresa, coorte pareada. |
| Agir na organização do trabalho, em saúde mental | Retorno de 5,6 por 1, contra 3,4 por 1 quando se trata depois. | Deloitte UK, 2022 | Modelo econômico, não ensaio. |
| Ergonomia participativa | Redução consistente de sintomas, sinistros e dias perdidos. | Revisões sistemáticas, 2008 e 2025 | Efeito varia por setor. |
| Sistema de gestão de SST certificado | Produtividade e lucratividade maiores que empresas não certificadas. | Podrecca et al., 2024 | Observacional, com pareamento. |
O que não funciona. E por que isso importa.
Os dois maiores ensaios randomizados sobre programas de bem-estar genéricos não encontraram efeito. É o argumento mais forte a favor de medir antes de agir.
Programa igual para todos.
- –BJ's Wholesale, 33 mil empregados. Mais exercício autodeclarado. Nenhum efeito em medidas clínicas, gasto, uso do plano ou absenteísmo em 18 meses, nem em três anos.
- –Illinois, 5 mil empregados. Mais rastreio. Nenhum efeito em gasto médico, produtividade ou saúde. Quem aderiu já era mais saudável.
Song & Baicker, JAMA 2019; Jones, Molitor & Reif, QJE 2019
Ação onde o dado aponta.
- +Por setor, não por empresa. O setor com o triplo de afastamento recebe a intervenção; o resto não recebe programa que não precisa.
- +Na organização do trabalho. Carga, controle, justiça e liderança são o que a evidência liga a afastamento. É onde a ação rende.
- +Com antecedente e consequente. Afastamento curto, uso de pronto-socorro e clima por setor aparecem doze meses antes da sinistralidade. Quem mede o antecedente age antes do reajuste.
Kivimäki et al., Lancet 2012 e 2015; Madsen et al., 2017; ELSA-Brasil, 2019
Como o resultado aparece para a diretoria.
Não em promessa de percentual. Em indicador que a diretoria acompanha de ciclo em ciclo, com o seu dado e com a referência de mercado ao lado.
- Dias perdidos por 100 funcionáriosPor mês e por setor, contra os 5,4 dias por trabalhador por ano da referência de mercado.
- Rotatividade anualizada por setorContra a referência do setor, cruzada com afastamento e uso do plano.
- Exposição regulatóriaCobertura documental e trabalhadores expostos sem gestão de risco. O número que vira multa se ninguém agir.
- Sinistralidade em três leiturasObservada, sem carência e completa. É o consequente: o que os indicadores acima anunciam com um ano de antecedência.
- Custo total de saúde por funcionárioPlano, afastamentos e SST somados. O número que conversa com a folha.
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Em 36 dias, sem custo: o que está custando hoje e o que muda com ação, setor por setor.