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PGR — Programa de Gerenciamento de Riscos

O documento que organiza todo o resto. Sem inventário de riscos, o PCMSO não tem o que controlar e o LTCAT não tem o que descrever.

Atualizado em 19 de setembro de 2026 Revisão técnica: Dr. João Sauaia Fontes citadas na página

Resposta curta

Toda empresa com empregado CLT precisa de PGR, por estabelecimento — não por CNPJ. Ele tem duas partes: o inventário de riscos e o plano de ação. O inventário se revisa a cada 2 anos, ou a cada 3 com sistema de gestão de SST certificado. Dispensa só para MEI e, condicionalmente, para ME e EPP de grau de risco 1 ou 2 sem exposição.

Quem é obrigado a ter PGR?

A regra é o inverso do que muita empresa supõe: a obrigação é geral e a dispensa é a exceção estreita.

SituaçãoPrecisa de PGR?
Qualquer empresa com empregado CLTSim, por estabelecimento
MEINão, incondicionalmente
ME ou EPP, grau de risco 1 ou 2, sem exposição a agente físico, químico ou biológico, com declaração digital prestadaNão — as três condições ao mesmo tempo
ME ou EPP que cumpre só duas das três condiçõesSim

Base: NR-1, itens 1.5.3.1, 1.5.7.1, 1.8.4 e 1.8.6.

O erro caro aqui: a dispensa é do documento, não do gerenciamento de risco. Risco ergonômico, de acidente e psicossocial não estão na lista que libera. Uma empresa de escritório dispensada de PGR continua tendo de gerenciar sobrecarga, assédio e ergonomia — e continua respondendo por eles.

O que o PGR precisa conter?

  • Inventário de riscos por estabelecimento: identificação do perigo, avaliação do risco, quem está exposto e em que função.
  • Plano de ação com medida, responsável e prazo. Plano sem dono e sem data não é plano.
  • Fatores de risco psicossocial, incluídos pela Portaria MTE 1.419/2024, em vigor desde 26/05/2026.
  • Coerência com o PCMSO: o exame que o médico pede tem de corresponder ao risco que o PGR inventariou.

Essa última linha é a que mais reprova em fiscalização e em auditoria de fornecedor. PGR que diz "sem exposição a ruído" com ASO cobrando audiometria significa que um dos dois documentos está errado — e os dois foram assinados por alguém.

De quanto em quanto tempo o PGR é revisado, e quanto custa?

O inventário se revisa a cada 2 anos, ou a cada 3 anos quando a empresa tem sistema de gestão de SST certificado. Fora do calendário, a revisão é obrigatória sempre que houver mudança de processo, de layout, de maquinário ou depois de acidente.

Faixa de preço praticada em 2026: R$ 500 a R$ 4.000, conforme porte, grau de risco e número de estabelecimentos. Combos com PCMSO, LTCAT e envio ao eSocial para empresa pequena aparecem na casa de R$ 3.600 ao ano.

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Perguntas frequentes

PGR é a mesma coisa que PPRA?

O PGR substituiu o PPRA na estrutura da NR-1. Não é só troca de nome: o PGR exige plano de ação com responsável e prazo, e abrange riscos que o PPRA tratava de forma marginal, como o ergonômico e, desde 2026, o psicossocial.

Preciso de um PGR por filial?

Sim. A NR-1 trata o PGR por estabelecimento. Uma empresa com cinco unidades tem cinco inventários de risco, porque o risco de cada endereço é diferente. O plano de ação pode ser coordenado centralmente.

Quem pode assinar o PGR?

Profissional legalmente habilitado em segurança do trabalho. O documento tem responsável técnico identificado, e é por isso que ele vale — e é por isso que PGR de modelo genérico, sem visita, costuma não resistir a uma conferência.

O que acontece se a empresa não tiver PGR?

Fica exposta a autuação em fiscalização do trabalho e, o que costuma doer mais, perde a defesa técnica em ação trabalhista com pedido de insalubridade ou de nexo com doença. Sem inventário de risco, a empresa não tem como provar o que havia no ambiente.

Conteúdo revisado por Dr. João Sauaia — médico do trabalho, responsável técnico da EvySaude. Atualizado em 19 de setembro de 2026. As faixas de valor vêm de fontes públicas de mercado e servem para dimensionar orçamento; não são proposta e não substituem a análise do caso concreto.

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